Vida e trabalho 10/08/2026 2 min de leitura

Alta responsabilidade e o esgotamento silencioso

Quando a obrigação de sustentar tudo impede o reconhecimento dos próprios limites.

Por Gabriel Queiroz · Psicólogo Clínico (CRP 00/000000)
Reflexão sobre trabalho, cobrança e saúde mental.

Para quem ocupa posições de liderança, gestão ou carreiras de alta exigência técnica, a capacidade de resolver problemas e manter o controle costuma ser a base de sua identidade profissional. No entanto, quando essa postura se estende irrestritamente a todas as áreas da vida, o custo psíquico pode ser elevado.

O esgotamento em profissionais de alta performance raramente começa com uma parada súbita. Ele se instala de forma silenciosa, disfarçado de eficiência contínua, até que o corpo e as emoções comecem a sinalizar o limite.

O peso da autossuficiência

A cobrança constante para oferecer certezas e tomar decisões difíceis cria a ilusão de que qualquer sinal de hesitação é uma falha. Esse movimento isola o profissional em uma solidão funcional: cercado de pessoas que dependem de suas decisões, mas sem um interlocutor com quem possa falar abertamente sobre suas próprias dúvidas e exaustão.

Um espaço para pensar para além do desempenho

Na psicoterapia, o objetivo não é otimizar o sujeito para que ele produza ainda mais, nem desqualificar sua capacidade profissional. O objetivo é criar um território protegido onde ele não precise desempenhar nenhum papel e possa reconhecer seus próprios limites com responsabilidade e serenidade.

Tags: #trabalho #esgotamento #responsabilidade
Gabriel Queiroz

Gabriel Queiroz

Psicólogo Clínico · CRP 00/000000 · Ipatinga/MG

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